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Morre mototaxista ferido em colisão que envolveu carreta e caminhão, em RO

Mototaxista estava internado no Hospital e Pronto Socorro João Paulo II — Foto: Matheus Henrique/G1/Arquivo
Morreu, na madrugada desta sexta-feira (14), o mototaxista que se feriu em uma colisão que envolveu a vítima, uma carreta e um caminhão-tanque de uma empresa de combustível, no início desta semana, em Porto Velho.

A informação foi repassada ao G1 pela assessoria do Hospital e Pronto Socorro João Paulo II, na Zona Sul da capital, onde o homem, identificado como Djalma Ferreira, de 42 anos, seguia internado. A unidade não informou a causa da morte. Um familiar dele registrou um boletim de ocorrência sobre o falecimento. O acidente ocorreu entre as avenidas Farquar e Imigrantes, na BR-319, por volta das 15h de terça-feira (11).

Na ocasião, testemunhas informaram que o mototaxista aguardava abrir o sinal ao lado do caminhão-tanque instantes antes da colisão. Porém, assim que o sinal abriu, a carreta fez a conversão entre as avenidas, o que desequilibrou Djalma no veículo.

Nesse momento, o motorista do caminhão-tanque seguiu viagem, mas não viu quando a motocicleta se desequilibrou e acabou colidindo com o mototaxista. Ainda conforme apuração da PM no dia do caso, o condutor do caminhão da empresa parou assim que notou o acidente, a cerca de dois metros a frente. Só o mototaxista ficou ferido.

Já o motorista da carreta seguiu viagem sem prestar socorro à vítima. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e encaminhou Djalma ao João Paulo II com uma fratura exposta em uma das pernas.

Nas redes sociais, internautas lamentaram a morte do mototaxista. "Nem da pra acreditar que vc foi morar com Deus 😥😔 descanse em paz 🙏😔", disse um usuário.

Índices

Conforme levantamento feito pela Rede Amazônica no último mês, somente no primeiro trimestre do ano, o Hospital João Paulo II atendeu 859 pessoas que se acidentaram em motos na capital. O índice representa 80% do total de ocorrências que são atendidas dentro da unidade hospitalar.

Ao todo, foram 1.079 vítimas que deram entrada no hospital. Além das motos, 94 casos envolveram carros, 88 bicicletas e outros 38 foram de pessoas atropeladas. O maior número de colisões é com homens com idades entre 18 e 30 anos.

"Nós temos os pacientes mais variados possíveis em termos de gravidade, com traumatismo craniano, com lesões torácicas, abdominais, fraturas expostas, amputações e, por vezes, morte", disse o diretor geral do João Paulo II, Carlos Eduardo Rocha Araújo.

Porém, a estatística do Departamento Estadual de Trânsito de Rondônia (Detran-RO) tem um modelo diferente, já que faz um comparativo da última década. De 2011 até o mês passado, houve redução de quase 50% nos acidentes.


Uma das explicações para o número elevado de motocicletas que se envolvem em acidentes é porque da frota de 983 mil veículos, mais da metade é de moto, aumentando, assim, a vulnerabilidade e os riscos de fraturas graves e morte.

"Em função do cenário econômico que existe no estado, o crescimento da frota de motocicletas é muito maior do que o resto do país. E, com isso, você tem um público mais vulnerável nesse cenário trânsito", explicou João Almeida, assessor de fiscalização do órgão.

Fonte:: G1/RO